Governo do Distrito Federal
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9/02/21 às 10h25 - Atualizado em 21/07/21 às 16h12

Concessão do Aterro Sanitário de Brasília

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Gestão do Aterro Sanitário de Brasília com ênfase no aproveitamento de resíduos para geração de energia, além de tratamento adequado de chorume, captação e uso de gás de aterro e instalação de triagem do material recebido.

 

Meta: Realização de gestão e manutenção adequadas do aterro com aumento da sua vida útil, tratamento do chorume, captação do gás de aterro e geração de 30MW de energia limpa para o DF, além de redução substancial da emissão de gases nocivos ao meio ambiente (GEE) e da contaminação por chorume.

 

 

1) A área proposta para elaboração do projeto e todos os seus módulos está restrita aos 32 hectares atualmente licenciados do Aterro Sanitário de Brasília ou pode-se utilizar a ampliação de 76 hectares mencionada no documento do IBRAM – Informação Técnica n° 23/2021 de 06 de abril de 2021?

Pode-se utilizar a ampliação de 76 hectares mencionado no documento do IBRAM.

 

2) Existem áreas de Proteção Ambiental nos 32 hectares licenciados do Aterro Sanitário de Brasília?

Não existem áreas de Proteção Ambiental nos 32 hectares licenciados do Aterro Sanitário de Brasília.

 

3)A área reservada para recebimento de RSS que consta nos documentos de licenciamento do aterro deve ser preservada para essa finalidade e fazem parte do escopo desta PMI? Esses resíduos deverão ser contemplados em nossa proposta.

Não. Os RSSs não são objeto do presente PMI nem são recebidos no Aterro Sanitário de Brasília.

 

4) A partir de qual momento será permitida a visita técnica ao empreendimento e qual o trâmite recomendado?

A visita técnica já está permitida mediante agendamento prévio pelo e-mail sepe.segp@buriti.df.gov.br.

 

5) Onde podemos obter a planta que delimita a área de ampliação do Aterro? Além da planta, já há uma escritura da área proposta?

O mapa da área para a ampliação do Aterro Sanitário de Brasília pode ser obtido clicando aqui e o Termo de Cessão da mesma pode ser consultado aqui. Ambas estão na aba “Demais Documentos Técnicos” desta página.

Adicionalmente informamos que a área identificada no mapa como Gleba 1, ao norte da área em amarelo foi também solicitada para a expansão, porém o processo encontra-se ainda em andamento.

 

6) Entendemos que os estudos relativos ao Edital da referida PMI não envolvem propostas de solução para os três Ecoparques, os quais terão soluções especificas em outro processo. Está correto nosso entendimento?

Sim, o edital do PMI não envolve propostas de solução para os três Ecoparques. O PMI nº 02/2021 tem como objeto “apresentar as diretrizes para a realização de estudos de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica, com vistas, mas sem se limitar, à concessão dos serviços de gestão, operação e manutenção do Aterro Sanitário de Brasília, a implantação de unidade de triagem mecânica de resíduos, unidade de recuperação energética de rejeitos, adequação da unidade de tratamento de chorume e aproveitamento energético de gases de aterro.”

 

7) Entendemos que devemos propor solução apenas para a “Fase 1 – projetos em andamento ou em fase de estruturação – Atividade 4, a qual inclui a Gestão do Aterro sanitário de Brasília + WTE + ETM + uso do gás (inclusive das ETE’s da CAESB) + planta de tratamento de chorume” do “Programa de Projetos de Gestão Integrada e Sustentável de RSU de DF e Entorno”. Está correto nosso entendimento?

Sim. As propostas de estudos de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica, referente à PMI nº 2/2021, deverá contemplar a “Atividade 4: Gestão do Aterro Sanitário de Brasília + WTE + ETM + uso do gás (inclusive das ETE’s da CAESB) + planta de tratamento de chorume”. As demais atividades da Fase 1 e as fases 2 e 3 referem-se a outros projetos do programa de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do DF e Entorno.

 

8) De acordo com o fluxograma denominado “Cenário Ideal”, a planta de WTE a ser implantada no Aterro Sanitário de Brasília, receberá 1.000 t/dia de rejeitos dos pontos de transbordo, os quais entendemos que serão as futuras instalações denominadas Ecoparques, e que a UTM a ser implantada no mesmo ASB receberá 500 t/dia provenientes de coleta indiferenciada, dos quais, parte do rejeito será destinado a mesma planta WTE. No entanto, o Balanço de Massa do ASB indica que a planta WTE receberá apenas 110.000 t/ano de rejeitos da UTM e mais 220.000 t/ano das UTM’s Sobradinho, PSul e Gama, perfazendo um total de 330.000 ton/ano, ou 904 t/dia. Já no Balanço de Massa Consolidado dos 3 Ecoparques, está indicado que irão para a planta WTE 374.212 t/ano de rejeitos (com PCI de 2.147 kCal/kg), mais 26.423 t/ano de rejeitos (com PCI de 913 kCal/kg) o que equivale a 400.635 t/ano (com PCI médio de 2.060 kCal/kg) ou 1.098 t/dia. Desta forma, os valores indicados não estão coerentes entre si.  Qual o número (volume de rejeitos a ser tratado na planta WTE) que devemos considerar nos estudos?

Informamos que os dados do Edital são os dados de referência para os estudos. Outros documentos são apresentados como complementos com o intuito de facilitar a compreensão do conjunto de projetos no qual o objeto da PMI 002/2021 está inserido. Informamos ainda que as quantidades informadas no Edital são as previstas para o cenário após a instalação dos Ecoparques e assim devem ser consideradas, ou seja, poderão ocorrer variações diárias, mensais ou anuais das quantidades dentro de um intervalo de 20%. Como caso base, sugerimos adotar para os rejeitos dos três Ecoparques os dados contidos na tabela com poder calorífico de aproximadamente 2000kcal/kg (sujeito a variação ao longo do período de concessão conforme indicado na tabela Análise dos Rejeitos Provenientes dos Ecoparques.

Como apresentado no Edital, o aterro Sanitário de Brasília recebe ainda resíduos de coleta convencional em média de 550t/dia além de outros tipos de resíduos em menor quantidade conforme apresentado na Tabela Quantitativos mensais de resíduos sólidos recepcionados no ASB nos anos de 2018, 2019 e 2020. A respeito desta Tabela, informamos que os Resíduos recebidos da CAESB são “resíduos de gradeamento”, não se tratando portanto de lodo ou outro tipo de material.

A critério do proponente, outros resíduos poderão ser recebidos para destinação adequada e composição de receita acessória. A quantidade de resíduos a ser destinada à WtE fica a critério do proponente, sempre com a condição de que a prioridade para o projeto é destinar o mínimo possível de material a aterramento e aproveitar ao máximo os resíduos. Importante lembrar que haverá o recebimento de resíduos da coleta convencional que deverão ser triados com separação de recicláveis e orgânicos.

 

9) Devemos considerar PCI igual a 2.060 kCal/kg para todos os rejeitos recebidos dos Ecoparques?

Ver a Tabela Análise dos Rejeitos Provenientes dos Ecoparques. Notar que existe expectativa de variação discreta do poder calorífico. Adicionalmente, existe um fluxo de rejeitos de afino (do tratamento biológico) que têm poder calorífico diferente do fluxo principal de rejeitos.

 

10) No fluxograma denominado “Cenário Ideal”, está indicado um volume de 400 t/dia de rejeitos provenientes de estações ATTR’s que seriam encaminhados para o ASB. Esses rejeitos devemos considerar como passiveis de recuperação energética na planta WTE?

As ATTRs não devem ser consideradas, uma vez que fazem parte de etapa posterior do Programa e sua relação com o ASB não está definida no momento. Hoje, todo o material de entulho e resíduos da construção civil assim como podas e galhadas são destinados à URE – Unidade de Recebimento de Entulho, localizada no antigo Lixão da Estrutural.

 

11) O fluxograma que segue a Apresentação da Unidade de Tratamento Mecanico Biológico – UTMB – Ecoparques, indica que uma parcela do processo de Pré-Tratamento será convertida em CDR, impossibilitando seu encaminhamento para recuperação de energia na planta WTE a ser instalada na área do ASB, que receberia um volume muito pequeno de rejeitos, incompatível com os números acima apresentados. Desta forma, entendemos que não será produzido CDR nos Ecoparques e que todos os rejeitos (com PCI = 2.060 kCal/kg) irão para o ASB para recuperação de energia na planta WTE. Está correto nosso entendimento?

O entendimento está correto. Como apresentado no Termo de Referência, recomendamos que seja criado critério para o recebimento de materiais com base em seu poder calorífico, de forma a desestimular o envio de grandes quantidades de material de baixo poder calorífico.

 

12) Podemos considerar algum volume de resíduos orgânicos provenientes de podas a serem encaminhados ao ASB de modo a serem tratados juntamente com os rejeitos orgânicos da UTM? Se sim, qual poderia ser esse volume a ser disponibilizado para o projeto do ASB?

Podas em princípio seriam destinadas aos ECOPARQUES. Atualmente podas e entulhos são destinadas à Unidade de Recebimento de Entulho localizada no antigo Lixão da Estrutural. Caso o tema seja considerado relevante, recomendamos que seja inserido no projeto como “proposta”, indicando qualitativamente sua importância e vantagens.

 

13) Nos dados de gravimetria das frações a serem enviadas ao aterro após a implantação dos ecoparques, documentados no arquivo divulgado pela SEPE Analise-dos-rejeitos-provenientes-dos-Ecoparques.pdf(arquivo em anexo), na fração REJEITOS AFINO tem-se um % de vidros que está sempre entre 40 e 50% ao longo dos 30 anos de contrato ao mesmo tempo que na fração REJEITOS TM, a tipologia vidros aparece sempre com % igual a 0%. Assim, em função da tipologia ou caracterização típica do RSU e pela natureza dos processos envolvidos nos ecoparques previstos, solicita-se à SEPE-DF uma verificação/confirmação desses valores atípicos e, caso confirmados perguntar se seria possível esclarecer alguma justificativa dessa situação atípica ou, chamar a atenção para verificarem se eventualmente não houve uma inversão entre essas essas informações dessas duas 2 frações, o que ficaria mais coerente. Essa confirmação é muito relevante, pois caso se confirme há um impacto relevante na gravimetria consolidada do aterro sanitário quando se considerando a implantação dos ecoparques cf objeto principal dessa PMI.

A questão dos rejeitos de vidro no DF é complexa, uma vez que apenas uma empresa se propõe a receber vidros para envio a uma fábrica para reciclagem. Assim sendo, o cenário desenvolvido como o caso base do projeto Ecoparques não prevê a separação do vidro nos primeiros processos de separação.

Na verdade, o caso base prevê que haverá rasga-sacos antes do trommel de separação de finos, de forma que estimamos que 97% ou mais do vidro total que entra será quebrado e separado como finos.

Adicionalmente, o cenário base considerado não prevê evolução da reciclagem de vidro ao longo do tempo, de forma que a parcela de vidro nos resíduos não se altera.

Naturalmente que, quando da licitação dos Ecoparques, os proponentes podem ter soluções diferentes para estes resíduos, podendo haver variação no conteúdo de vidro nos rejeitos de afino.

 

14) Com o intuito de contribuir para o melhor detalhamento e dimensionamento da gravimetria consolidada de todas as frações que irão ser enviadas para ao aterro sanitário de Brasília em Samambaia e pelo peso relativamente significativo da fração advinda de GRANDES GERADORES que hoje enviam os seus resíduos e que possivelmente assim o continuarão a fazer no futuro. Dessa forma, caso haja algum detalhamento ou analise em temos da tipologia de composição dos resíduos contidos nessa fração, mesmo que seja alguma informação referencial pela experiência prática de operação do aterro sanitário na condição, isso seria relevante para a consolidação do estudo da PMI e correto dimensionamento das tecnologias estudadas.

Quanto a esse questionamento, as informações prestadas são com base em conhecimento empírico.

Atualmente não é realizado nenhum tipo de gravimetria dos resíduos dos grandes geradores, mas pressupondo que eles pagam em cima da tonelada destinada ao ASB o valor de R$ 122,06, é visível na frente de descarga que destinam preferencialmente o rejeito, com o máximo de aproveitamento dos materiais recicláveis. Outro material que chega em menor quantidade nos resíduos dos grandes geradores é o vidro, pois é um material bastante pesado e atualmente tem uma empresa que faz a coleta e destinação no DF, diminuindo a ida do material para o Aterro.

 

 

 

 

 

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