Governo do Distrito Federal
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29/10/19 às 16h42 - Atualizado em 30/10/19 às 15h30

Avenida Transbrasília promete beneficiar economicamente cidades como Águas Claras

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O Jornal de Águas Claras publicou matéria especial sobre o projeto, que será viabilizado por meio de uma PPP e consiste numa das prioridades do governo na gestão de Ibaneis Rocha. Veja aqui o material veiculado pela publicação

 

 

O Distrito Federal (DF) teve início com Brasília, uma cidade muito bem planejada, mas com as migrações de pessoas de outros estados em busca de melhores condições de vida a massa populacional foi crescendo e cresça a cada dia mais. O trânsito acaba refletindo esse crescimento acelerado com engarrafamentos quilométricos todos os dias.

 

Visando melhorar a mobilidade no DF, o projeto de construção de uma via de ligação entre Samambaia e o Setor Policial Sul está em pauta desde 1997, quando apareceu no Plano Diretor de Ordenamento Territorial, mas só foi apresentada em 2006 no governo de José Roberto Arruda, com o nome de Avenida Interairros. Em 2017, Rodrigo Rollemberg voltou a trabalhar nos estudos de viabilidade da avenida, então rebatizada de Transbrasilia, inclusive uma primeira proposta de Parceria Público-Privada (PPP) foi apresentada, mas o projeto não saiu do papel.

 

O governador Ibanes Rocha declarou que a obra é prioridade em seu governo, por isso, desengavetou os documentos e criou um grupo de trabalho para viabilizar o projeto que existe há quase duas décadas.

 

A Transbrasília, também conhecida como Avenida das Cidades, terá uma extensão de 26km e passará por Samambaia, Taguatinga, Águas Claras, Guará I e II, Park Way e Plano Piloto. De acordo com a Secretaria de Projetos Especiais (SEPE), o projeto que oferece melhorias de mobilidade prevê, também, ações voltadas para o desenvolvimento econômico das regiões administrativas envolvidas, assim como, melhorias na qualidade de vida, já que a proposta abrange criação de áreas de lazer, parques, comércios e moradias ao longo da nova avenida.

 

 

A viabilidade do projeto sofre resistência de entidades de preservação do DF e arquitetos que reclamam do adensamento populacional e alegam que a pista passaria na área de um parque, regiões habitadas e em trecho, onde hoje, há redes de alta tensão de Furnas. Contudo, o Secretário de Projetos Especiais, Everardo Gueiros, confirmou que “a secretaria de Projetos Especiais vem buscando, junto às áreas envolvidas, a resolução de todos os óbices institucionais e legais para encaminhar o quanto antes os dados, estudos e pareceres atualizados, para que as áreas técnicas possam liberar e divulgar o projeto”.

 

 

Inclusive a Sepe reforçou que está em reuniões constantes com as instituições responsáveis pelas redes de alta tensão, FURNAS e VSB, assim como com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O intuito é para que as redes de alta tensão passem a ser subterrâneas.

 

O projeto da Avenida das Cidades (Transbrasilia) foi destaque no Fórum de Infraestrutura da América Latina, que aconteceu em Brasília no dia 1º de agosto, e integrou a seleção dos melhores projetos de infraestrutura apresentados no evento. Para Luiz Ronaldo Cherulli, subsecretário de Prospecção de Projetos da SEPE, o projeto é inovador devido às soluções de engenharia, econômicas e ambientais que apresenta.

 

A obra está orçada em aproximadamente R$ 3 bilhões, distribuídos em todas as etapas: construção das estradas, oito parques, revitalização de 11.250.000 metros quadrados de parques e 700 mil árvores plantadas, além dos empreendimentos imobiliários de moradia, comércio e lazer. De acordo com o projeto, cinco setores habitacionais ocuparão as margens da via: dois no Guará e três em Águas Claras (sendo que a proposta é de a avenida passar entre Águas Claras e Arniqueira). Este primeiro trecho, de 6km, deve ser pago com os recursos da venda dos terrenos. A via terá três faixas em cada sentido e comportará cerca de 60 mil carros de uma só vez e ajudará a desafogar as vias paralelas (EPTG e EPNB).

 

 

O governo Ibaneis quer dar início às obras da Avenida das Cidades até o fim do mandato, contudo, a SEPE ressalta que a obra tem previsão de ser concluída em oito anos, após a formalização do contrato de concessão. A concessão a ser feita com a empresa ou consórcio investidor tem previsão de 20 anos.

 

 

Ou seja, o caminho até vermos a avenida concluída e em pleno funcionamento é longo. Mas o secretário Everardo Gueiros destaque que a obra “propiciará transformações positivas em todos os níveis, melhorando a qualidade de vida da população do DF, além de trazer inúmeros benefícios sócios econômicos diretos e indiretos às cidades e seus habitantes, já que o projeto impactará indiretamente o aglomerado urbano do quadrante sudoeste do Distrito Federal”.

 

 

Melhorias Econômico-sociais da Transbrasília

 

 

– A obra beneficiará as cidades de Brasília, Guará I e II, Águas Claras, Park Way, Taguatinga, Samambaia e arredores. E movimentará toda a economia da região, com expectativa de vir a gerar algo em torno de 20 mil empregos diretos no período da sua fase de implantação e 80 mil empregos diretos e indiretos na fase de operação.

 

 

– Além disso, beneficiará aproximadamente 372 mil habitantes e terá, em sua abrangência, 30% de área verde e 830 mil metros quadrados de áreas comerciais.

 

 

– O projeto da Transbrasília também prevê conexões com 150 quilômetros de outras vias e 34 novas obras de arte e engenharia, tais como pontes, viadutos, trincheiras e elevados, 200 quilômetros de ciclovias, 900 mil metros quadrados de calçadas, oito parques, revitalização de outros parques existentes e plantio de 700 mil árvores, incluindo a compensação florestal.

 

Acesse aqui para ler a matéria completa.